sexta-feira, 30 de março de 2007

Fazes-me falta

Em Maio faz um ano que te foste embora.
Foi um choque tão grande. Uma pancada no coração tão forte, que durante uns dias me foi difícil respirar. E perdoar, sobretudo perdoar. Um acto daqueles não tem compreensão, é egoísta, e para nós, os amigos, é sobretudo uma sensação de vazio, de impotência, aquela sensação que fica do o que é que nós não fizemos que deveriamos ter feito.

Eras adorado por todos. Eras adorado por mim. Sabias como me fazer pensar, como me secar as lágrimas. E foram tantas as que correram na altura em que nos
conhecemos. Conheceste-me fraca, viste-me a erguer barreiras e remendar buracos, na minha cabeça, na minha alma. Estiveste lá. E de repente já não estavas.

Lembro-me do dia em que te conheci, parecia que não eras deste mundo, alienado, eufórico, sem tabus, com uma visão peculiar das coisas. Como eu.
Talvez fosse por isso que nos demos tão bem, em tão pouco tempo. E passámos por tanto, meu Deus, por tanto.

Lembro-me de chorar, baixinho, quando a saudade do que já passou apertava, e tu chegavas sem dizer nada e abraçavas-me.
Eu estou bem, a sério, não te preocupes - Eu sei - Então podes ir embora, não tens que estar aqui - Sim sim sim, já sei disso tudo.
E abraçavas-me, assim perto, com o teu shhhh a embalar as minhas lágrimas, que passavam de fracas a fortes. E tu sabes como eu odeio chorar ao pé das pessoas de quem gosto, faz-me sentir frágil.
Mas era isso mesmo que querias, que gostavas, para te sentires útil, vivo, importante. De estar só ali.
Se é para quebrares, ao menos quebra ao pé de mim, porque eu conheço-te e entendo-te, e consigo fazer-te sentir melhor. Quebra, mas comigo por perto, por favor, dizias tu. E era tão verdade. Eras dos poucos que conseguia isso. E era tão estranho, porque nos conheciamos à meia dúzia de meses. Mas as melhores coisas são aquelas que não se conseguem explicar, não é? E nós eramos uma delas.

Lembro-me daquela noite, na discoteca, meu Deus, aos meses que não entro numa discoteca, já alegres. Lembro-me daqueles dois marmanjos a despirem-me com os olhos, lembro-me que também notaste. E te chegaste ainda mais a mim, para me proteger mas também para entrar no jogo. Porque te apetecia, porque querias testar a natureza masculina, ou a tua capacidade de engate. E os olhares pararam, e nós rimos tanto... Lembras?
E também me lembro, a seguir, do único beijo que trocámos na vida, não sei do álcool se da situação. Porque nos apetecia, porque fazia sentido, porque queriamos ver como era.
Tu eras assim, agias por impulso, ao sabor do momento, a máxima do primeiro experimenta-se, depois pensa-se. Também sou assim, tu sabes, por isso fazia sentido.
E lembro-me depois, cúmplices, perto, colados à respiração um do outro, de pensarmos o mesmo, Não... é melhor assim, como está. E tinhas razão, foi tão melhor assim. Lembras-te?


Lembro-me do pôr-do-sol em Carcavelos. Normalmente a seguir aos exames, pegavas no carro, ias-me buscar, Terapia pós-exame de Análise Matemática, era a tua desculpa.
Lembro-me da cerveja bebida na areia, olhar para o mar. Respirar paz, dizias tu, faz-me bem.
Sinto-me lisonjeada por me teres escolhido para partilhar esses momentos, tão distantes agora.

Podias mais tarde ter levado a tua namorada, que infelizmente só conheci naquele dia frio de Maio, no meio daquele preto todo, com os olhos inchados de tanto chorar. Era bonita, mas a tristeza e a confusão toldavam-lhe as feições.
Vi o que vias nela, era mesmo o teu tipo de miúda.
Cabelos compridos, lisos, brilhantes, os olhos pretos, coerentes, calmos. Morenas pá, as morenas são as melhores em tudo, têm qualquer coisa de especial, que é que queres? Porque é que achas que ando contigo, pulga?, dizias tu em jeito de provocação. E eu ria, e rematava com eu sei que sou boa, obrigada, mas os teus olhos são castanhos... olhos claros pá, olhos claros!
Lembro-me dos olhos dela, sem alma, sem brilho, confusos, incrédulos, a contrastar com o negro académico da tua capa de estudante que ela trazia, em tua homenagem, abotoada na colcheia. Foi a primeira vez que usei a minha capa com os emblemas, em luto. Não gostei.

Nesse dia terrível, depois de sair da igreja, de me despedir de ti, fui para o Técnico de novo, ia ter festival de tunas no ISEL. Era para não ir, fiquei desfeita com o velório, magoada contigo e comigo. Mas acabei por ir, para espairecer. Achei que não te ias importar. Passei a noite a conversar com uma colega de tuna, que me ouviu e me aturou o tempo inteiro, e no fim, quando tive a alegria de passar a caloira e subir a palco pela primeira vez, ela disse-me que quando há muita tristeza, há sempre qualquer coisa boa para compensar. No meu caso foi isso. E a ela o devo. Pode-se dizer que a minha madrinha de tuna ficou (pelo menos na minha cabeça) escolhida no meu primeiro dia de caloira. Ias gostar dela, é parecida contigo.

Agora não és tu que me abraças para poder chorar, são outros amigos. Também já não é contigo que vou ver o pôr-do-sol.
Continuo a detestar chorar em público, mas por vezes (e ultimamente têm sido muitas) tenho a sorte de ter amigos que sem dizerem nada têm o poder de sarar, com um daqueles abraços, a mágoa que sinto no peito. Pessoas especiais, como tu. 3 ou 4 amigos que neste momento têm um lugar tão importante na minha vida, que espero tão cedo não lhes sentir a falta, como sinto a tua.
Para mim ainda vives, na minha memória, e no meu coração. Amanhã farias 23 anos. Onde quer que estejas, estás a respirar paz... por isso estás bem de certeza.

quinta-feira, 29 de março de 2007

Tunas

Gosto de boa música. Gosto de profissionalismo. Gosto de um bom espectáculo. Gosto de sorrir e gritar "Vai Tuna!" e pensar "Bolas, que eles são bons!". Logo, gosto da TUIST.

XII TUIST


Palavras para quê...

Viver cansa

Quero meditar, estar sozinha, mas tenho medo da solidão.
Quero ser livre, mas sinto falta de ser amada, ser o mundo de alguém.
Quero perceber-te e ajudar-te, mas não sei se consigo.
Quero beijar-te outra vez, mas não devo.
Quero o sol, mas só penso na lua.
Quero ir ao Bairro e estar sossegada a beber um copo, mas apetece-me dançar até nascer o dia.
Quero acabar o curso que se está a prolongar, mas não quero estudar.
Quero estar bem contigo, mas por vezes irritas-me.
Quero largar as memórias, mas não as quero esquecer.
Quero fazer uma mudança radical, mas ainda não sei bem o quê.
Quero que me dispas com os olhos, mas prefiro passar despercebida.
Quero falar, mas já não me consigo ouvir.
Quero mostar que és importante, mas tu já o sabes.
Quero dormir, mas só tenho pesadelos.
Quero o Verão, mas odeio a crise alérgica que vem com ele.
Quero que o Benfica ganhe, mas já não acredito no Pai Natal.
Quero fazer a diferença, mas ainda não me sinto forte.
Quero recordar, mas não posso.
Quero estar à beira mar, olhar para o nada, mas a companhia do costume está sempre ocupada..
Quero andar de saltos, mas tenho o pé todo lixado.
Quero deixar os vícios, mas são eles que me fazem viver.
Quero o dolce fare niente, mas só tenho o dolce fare tutti.
Quero parar de escrever, mas há mais para dizer.

Viver cansa...

terça-feira, 27 de março de 2007

Lei da Gravidade


Tenho as minhas dúvidas... Siga testar isto sábado no Bairro Alto?

Faculdade


Ora nem mais!

domingo, 25 de março de 2007

Dia Do Estudante

Ontem foi o Dia do Estudante.

Estudantes deste país, que alegria! Temos um dia nosso! Rambóia!!

O meu dia (e a minha noite) sofreu algumas alterações ao que eu tinha previsto, mas sinceramente nem foram (nada) más... Digamos que fiz quase tudo o que um estudante normalmente faz, tirando ir às aulas (no entanto fui duas vezes ao Técnico) e beber álcool, estava de carro meus amigos, eu sei, grande falha, pois estudante que é estudante anda sempre com um copo cheio, mas acho que os senhores GNR's não iam gostar muito quando me mandassem parar na berma da estrada "Faxavor de soprar, ora no balãozinho, minha senhora", acho que não era muito engraçado não. Melhores oportunidades virão.

O meu dia foi muito interessante, e o vosso?

Contem-me tudo!

quarta-feira, 21 de março de 2007

Gajos ressabiados

(Eu a ouvir Stone Sour, a minha irmã sai-se com esta)

"... Bolas, só gostas de músicas de gajos ressabiados, deprimidos, aos gritos!..."

Rock = músicas de gajos ressabiados. Who knew...

terça-feira, 20 de março de 2007

Dia do Pai


Esqueci-me do Dia Do Pai. Não tenho desculpa... No entanto, aqui fica. Feliz Dia do Pai, Paizão!!

segunda-feira, 19 de março de 2007

domingo, 18 de março de 2007

Best of House MD



Arrogante, sim. Idiota, sim. Que emana um enorme charme... oh sim...

Woody Allen

Interestingly, according to modern astronomers, space is finite. This is a very comforting thought-- particularly for people who can never remember where they have left things.
Woody Allen
US movie actor, comedian, & director (1935 - )

Gostos não se discutem

Heath Leager

Loiros, com barba, de olhos claros.... any questions? Thought so.

sábado, 17 de março de 2007

On 17th March 2007...

Incubus "Oil and Water"

You and I are like oil and water
And we've been trying, trying trying
Ohhhh, to mix it up.
We've been dancing on a volcano
And we've been crying, crying, crying
Over blackened souls.
Babe, this wouldn't be the first time,
it will not be the last time.
There is no parasol that would sehlter this weather.

I been smiling with anchors on my shoulders
But I've been dying, dying, dying
Ohh, Ohh, Oh to let them go.
Babe, this wouldn't be the first time,
it will not be the last time.
There is no parasol that would sehlter this weather.

Babe, this wouldn't be the first time,
it will not be the last time.
We were trying to believe that everything would get better.

We've been lying to each other
Hey! Babe!
Let's just call it what it is!
Oil and Water!
Oil and Water!
Oil and Water!

Incubus - "I miss you"
...
I know I'll see you again
Whether far or soon
But I need you to know, that I care
And I miss you


Mafalda Veiga "Cada lugar teu"

Sei de cor cada lugar teu,

atado em mim,

a cada lugar meu.

Tento entender o rumo
que a vida nos faz tomar,
tento esquecer a mágoa
e guardar só o que é bom de guardar.
Pensa em mim protege o que eu te dou,
eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou.
Sem ter defesas que me façam falhar,
nesse lugar mais dentro
onde só chega quem não tem medo, de naufragar.
Fica em mim que hoje o tempo dói,
como se arrancassem tudo o que já foi.
E até o que virá e até o que eu sonhei,
diz-me que vais guardar e abraçar tudo o que eu te dei.
Mesmo que a vida mude os nossos sentidos,
e o mundo nos leve pra longe de nós,
e que um dia o tempo pareça perdido
e tudo se desfaça num gesto só.
Eu vou guardar cada lugar teu
Ancorado em cada lugar meu.
E hoje apenas isso me faz acreditar,
que eu vou chegar contigo
onde só chega quem não tem medo, de naufragar.

A não perder


Achei interessante divulgar, que as segundas Jornadas de Eng.ª Biológica do IST vão-se realizar nos dias 27 e 28 de Março, onde se conta com a presença de especialistas para falar de indústrias alimentar e farmacêutica, bio-energias e bio-engenharias (suspiro suspiro...).

A minha atenção vai para o 2ºbloco do dia 28, Bio-Engenharia, com maior ênfase na palestra do engenheiro Luís Gomes da CrioEstaminal, "Soluções de medicina preventiva: das células estaminais do sangue do cordão umbilical ao dignóstico prénatal não invasivo", mas isso sou eu que sou maluca e que gosto destas coisas complicadas e sem interesse nenhum para o comum mortal... Confesso que é uma área de investigação que sempre me fascinou (como tudo o que diz respeito à bio-engenharia médica) e a minha motivação mais básica para me levantar de manhã e aturar o curso... Um dia...

Para mais informações e visualização do programa completo e preços, cliquem na imagem.

Para os engenheiros biológicos e quimicos que leiam isto, levantem o rabo da cadeira da explanada, larguem a sueca ou o peixinho e vão ver as palestras das respectivas jornadas (Eng.Química e Biológica), sempre aprendem qualquer coisa!