segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Amigos que ficam mesmo quando vão

Hoje lembrei-me da Teresa e mandei-lhe uma mensagem de bom dia.
É estranho, de repente, deixar de estar e de ver as pessoas com quem partilhámos os dias, todos os dias.
Acontece frequentemente a todos nós, à medida que vamos crescendo. É natural.
Mas acho que o fim da Faculdade acaba por ser mais marcante, que as outras mudanças, porque é talvez a primeira vez que temos consciência de que isso efectivamente acontece.
Quando mudamos de escola, da primária para o ciclo, do ciclo para o secundário, do secundário para a faculdade, parece que o tempo passa e não damos por ele. Os amigos vão mudando mas vão surgindo outros. A última vez que passámos 5 anos com as mesmas pessoas foi dos 10 até aos 15, quem é que tinha noção aos 10 anos da passagem do tempo?
Mas aos 18 temos. E de repente chegam os 20 e tal e começamos a trabalhar e os colegas vão desaparecendo, voltam para as suas cidades, começam os seus trabalhos, deixamos de nos encontrar para beber o tão apreciado café, logo de manhã, numa qualquer mesa vaga do Bar Velho, ao som do sininho da d. Ema que veio substituir o "Olhá Torrada!".
A Teresa mora em Leiria e foi a primeira amiga que fiz na Faculdade, logo no segundo dia, depois de uma iniciação aborrecida sem ter conseguido meter conversa com ninguém (leia-se porque no primeiro dia só tive duas aulas teóricas). No segundo dia de curso, perguntei-lhe as horas à porta da sala e foi o que bastou para passarmos a esperar uma pela outra à porta do anfiteatro. No dia a seguir surgiu a Vanessa e iniciámos uma amizade a 3, que se prolongou até ao fim do curso.
Agora de canudo na mão, a Teresa voltou para Leiria e também já quase não vejo a Vanessa, apesar desta última viver a 20 minutos de mim.
Hoje acordei e logo às 8 da manhã decidi mandar uma mensagem às duas. À Teresa só para mandar um beijinho de saudades e à Vanessa para tentar combinar um programa.
E eis que recebo um e-mail da Teresinha a dar noticias acompanhado de um miminho: algumas fotos que ela tirou nos meus anos em 2008. O gesto e as saudades que eu tenho dela compensam a má cara com que eu andava naquela altura.
E como não podia deixar de ser, enviou-me uma com a Vanessa.
Hoje recebi um miminho e ainda estou a sorrir.

1 comentário:

Ana Rita disse...

e é tão bom quando isso acontece...
mesmo.