sexta-feira, 11 de maio de 2007

Há-de haver

Tu serias para mim
Certeza na confusão
A calma na tempestade e paz no coração
Amava-te assim
Por já saber o que é sentir
Que estás dentro de mim
Há- de haver onde começar
Há- de haver como ver e respirar
O amor que já é
Que está entre nós
Há-de haver tempo p’ra aprender
Há-de haver horas p’ra te pertencer
E mil anos para te amar...
Anjos

E a saudade continua a bater...

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Caramelo & Chocolate


Não há que enganar.

Ao morsa.

É sexta-feira!!! Ta ra ra ram!!!

Não ir trabalhar
Almoçar nas calmas
Estudar PEBI feita louca
Trajar
Praxar e baptizar os afilhados
Actuação com a TFIST no encerramento das Jornadas de Eng.Química
Rumar à casa do artista para ver o GSFmh e o padrinho deixar cair a bandeira, ups!, porra, isso não era para dizer...
Sair a correr para o Passeio Marítimo de Álges para ver os Xuuutooos!!

It's almost Friday, baby, and i'm already lovin' it!

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Comentário à frase do dia

"O que se faz de grande faz-se em silêncio"
Geijer, Erik

Aqui o nosso amigo Erik não deve ter experimentado algumas coisinhas, que ruidosas até são bem interessantes, senão não dizia isto...

Posts de cariz duvidoso, com uma certa conotação assim, pós lados da breguilha... Hoje estou terrível, calem-me por favor!

Caso para dizer, e novidades, não?

You Are 91% Tortured Genius

You totally fit the profile of a tortured genius. You're uniquely brilliant - and completely misunderstood.
Not like you really want anyone to understand you anyway. You're pretty happy being an island.
Are You a Tortured Genius?

ou trocando por miúdos, estou-me completamente nas tintas para o que os outros pensam de mim, visto que não é nada mais nada menos do que uma grandessíssima dor de cotovelo por parte dos outros, pois, coitados, sentem-se todos extremamente intimidados com o meu, tão óbvio, brilhantismo. Ou não.

Life's a bitch, get used to it, suckers!!!

Não tenho nada para fazer...

The Keys to Your Heart

You are attracted to those who are unbridled, untrammeled, and free.

In love, you feel the most alive when things are straight-forward, and you're told that you're loved.

You'd like to your lover to think you are optimistic and happy.

You would be forced to break up with someone who was ruthless, cold-blooded, and sarcastic.

Your ideal relationship is open. Both of you can talk about everything... no secrets.

Your risk of cheating is zero. You care about society and morality. You would never break a commitment.

You think of marriage as something that will confine you. You are afraid of marriage.

In this moment, you think of love as something you don't need. You just feel like flirting around and playing right now.
What Are The Keys To Your Heart?

É mais ou menos isto, sim.

terça-feira, 8 de maio de 2007

Ao GSFMH

Estes senhores estiveram ao seu mais alto nível, ontem na serenata académica de Lisboa. Os primeiros a actuar, deram a esta semana académica um começo de muito boa qualidade. Notou-se pelos muitos aplausos que se fizeram ouvir na Praça do Município.

Em jeito mais pessoal, queria agradecer as maravilhosas serenatas, à pressão e em directo, que nos fizeram, a mim e à minha irmã. Sempre ao vosso melhor, de improviso, ali no meio da multidão, como se fosse a coisa mais banal do mundo, afinadíssimos, bem-dispostos, em grande.
De fazer chorar de tão bom e corar de embaraço, quando os olhos e as vozes destes rapazes se voltam para nós. Só dá vontade de dizer Bis!!!

Um muito obrigado a todos, e ao meu padrinho, que me sujou a capa toda com cerveja, Ah e tal e o baptismo e a praxe e eu já não estás na FMH e a gente não se vê e tretas. Enfim, padrinho, és grande, a afilhada gosta de ti na mesma, deves estar melhor da costela partida porque a bandeira esteve muito bem! Vai Padrinho!

Continuem sempre assim, meus amigos, a (en)cantar, com maravilhosas melodias e extrema humildade, tantas qualidades que fazem de vós uma das tunas que mais me dá gosto ouvir, e que dá vontade de correr o país só para vos ver. Um grande beijinho, e um bem haja.

Mai nada!

"It seemed the world was divided into good and bad people. The good ones slept better... while the bad ones seemed to enjoy the waking hours much more"

Woody Allen

Estou cá com um humor... uiii..

Desafios

É com imenso gosto que respondo ao desafio feito pelo meu caro Morsa, aqui no seu estaminé. Acho piada a estas coisas. Ora cá vai...

Se eu fosse...

Se eu fosse uma hora do dia, seria ... O lusco-fusco no Verão. Aquela hora do dia em que a luz começa a apagar-se. Há magia no ar, quente, místico. Há qualquer coisa que me fascina. Gosto de estar ao ar livre... bem acompanhada de preferência.
Se eu fosse um astro, seria... A lua, gosto da noite.
Se eu fosse uma direcção, seria... Concordo com o Morsa, o Norte sempre. Para a frente é o caminho.
Se eu fosse um móvel, seria ... Uma cama, baixa, de casal, com linhas rectas, sóbrias. Porque é uma peça de mobiliário que diz muito do gosto de uma pessoa... e porque adoro dormir!
Se eu fosse um líquido, seria... Uma imperial bem geladinha.
Se eu fosse um pecado, seria ... A gula... mmhhhnnnmmm...
Se eu fosse uma pedra, seria ... uma obsidiana, a pedra do meu signo, que uso ao pescoço.
Se eu fosse uma árvore, seria ... Um limoeiro, porque gosto de limões e de fazer limonada. E cheiram bem.
Se eu fosse uma fruta, seria ... Morangos fresquinhos.
Se eu fosse uma flor, seria ... Uma rosa vermelha, porque me derreto com elas, em qualquer ocasião.
Se eu fosse um clima, seria ... O Verão
Se eu fosse um instrumento musical, seria ... Um bandolim ou um cavaquinho. Adoro o som do bandolim e gosto muito de ser cavaquinho na Tuna.
Se eu fosse um elemento, seria ... Sou Terra, e gosto.
Se eu fosse uma cor, seria ... Vermelho, sem dúvida.
Se eu fosse um animal, seria ... Uma águia, para voar bem alto.
Se eu fosse um som, seria ... o som do mar. Na Ericeira.
Se eu fosse música, seria ... Cúmplices, Mafalda Veiga. Porque me identifico com ela. Ou uma qualquer do Rui Veloso. Qualidade sem preço.
Se eu fosse estilo musical, seria.. Rock, rock, rock.
Se eu fosse um sentimento, seria ... Aquele que se sente quando recebemos aquele abraço, que nos enche o corpo e lava a alma, quando nos dói cá dentro.
Se eu fosse um livro, seria ... Um romance. Provavelmente A Casa dos Espíritos, da Isabel Allende. Um livro de adorei.
Se eu fosse uma comida, seria ... Carapaus, com molho à Espanhola e uma imperial. Mas feitinho pelo papá, aqui no churrasco de casa, tudo sentado no quintal ao solinho, a comer até às 16h.
Se eu fosse um lugar, seria ... A vista sobre Lisboa à noite, do Castelo de S.Jorge ou outro qualquer miradouro. Cidade encantada, de mil amores, onde nasci.
Se eu fosse um gosto, seria ... doce. Como eu.
Se eu fosse um cheiro, seria ... A praia, a Verão.
Se eu fosse uma palavra, seria ... Adoro-te. É tão bom ouvir, não é?
Se eu fosse um verbo, seria ... Acreditar. Em nós e nos outros.
Se eu fosse um objecto, seria ... Um relógio. Não vivo sem eles.
Se eu fosse peça de roupa, seria ... Umas calças de ganga.
Se eu fosse parte do corpo, seria ... Mãos. Porque me exprimo muito por gestos.
Se eu fosse expressão facial, seria ... Um sorriso, claro, daqueles cheios, de orelha a orelha.
Se eu fosse personagem de desenho animado, seria... Hum, gosto do Donald e dos sobrinhos.
Se eu fosse filme, seria ... Moulin Rouge, Shakespeare in Love ou os Piratas das Caraíbas (ai aquele Jack Sparrow, mata-me!).
Se eu fosse forma, seria ... Linear. Porque todas as outras são complicadíssimas... A malta das engenharias já aprendeu que quando falamos de quimicas, matemáticas e fisicas, tudo o que é linear é muito mais giro... e mais simples...
Se eu fosse número, seria ... o 8. Uso muito. Euromilhões e tudo!
Se eu fosse estação, seria ... Verão, onde posso andar de top, calça de ganga e chinelos e ninguém me diz nada heheh.
Se eu fosse uma frase, seria ... O que não nos mata faz-nos mais fortes. Há que acreditar nisso.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Estou nas nuvens

Ontem, depois de uma noite extremamente bem passada na companhia da Barítuna (afinal até eramos bastantes, assim é que é), a beber e a comer à pala e muita animação (lá animadas fomos...), fizeram-me uma das coisas mais bonitas de que tenho memória.
O Grupo de Serenatas da Faculdade de Motricidade Humana fez-me uma serenata... não sei se estava derretida se envergonhada. Só sei que foi lindo e que eu adorei. E a coisa prolongou-se por mais de duas horas, correu-se os albuns quase todos do Rui Veloso, cantou-se Jorge Palma, Caetano Veloso eu sei lá mais o quê. Malta muito porreira, grandes vozes, grandes violas, muita simpatia para deixar uma menina com o ego nas nuvens. Eu já gostava do GSFMH, agora ainda gosto mais. Lá estaremos todos amanha na Serenata Académica às 21h na Praça do Municipio. Quem puder ir apareça, porque vale mesmo a pena.

sábado, 5 de maio de 2007

Hoje à noite

a Barítuna vai actuar a A-das Lebres. A Pipoca vai-se estrear no bandolim a solo. Só boas noticias. =)

E foi assim...








Pipoca e Fifi em Beja - The true story

Era urgente e imperativo contar ao mundo (que é como quem diz, às 5 pessoas que visitam fielmente este blog para além da minha Mãe) a loucura do mês de Maio, vivida por mim e pela minha companheira (e que companheira) Pipoca: uma noite na Ovibeja.

Mas o que raio é que fomos fazer à feira agricola de Beja, perguntam os caros leitores (à excepção da minha Mãe, obviamente). Muito simples. Fomos ver a feira, dançar até cair, apanhar uma grande molha e ver a nossa querida Tuna Universitária de Beja a actuar.

Maio para nós começou com uma partida de Lisboa com duas horas de atraso em relação ao previsto. A sra Pipoca andou "bailando su cuerpo" toda la noche, logo eram quatro da tarde quando nos metemos a caminho. Tivesse ela ficado a explicar ao senhor policia da esquadra do colombo o que significa dar toques pelo telemóvel e tinhamos demorado mais três horas e meia (não se brinca com os agentes da autoridade).
Café na segunda circular, ainda não tinhamos entrado na ponte já se ouviam temas de alta qualidade musical. Bom, bom bom bom bom, bom bom bom bom.
Entre muita conversa lá conseguimos ultrapassar a Estrada Interminável e chegar a Beja.
O tempo não ameaçava nada de bom e como gostamos de seguir os conselhos dos pais decidimos procurar a pousada da juventude para ponderar uma possivel pernoita (o nosso agradecimento ao senhor traseunte alentejano que nos disse que a mesma ficava atrás do Hotel França. Para quê dizer Francis quando França é muito mais simples!)
Contudo a prespectiva de 9euros com a desconhecida foi decisiva para nos aventurarmos na maravilha que é o campismo.
Chegadas ao parque, deparamo-nos com a inigualável hospitalidade alentejana: a recepção fechava às 20h, eram 19.30h e já não dava para pagar porque aquilo é coisa para levar muito tempo e o senhor estava desejoso de fechar a loja. Inda por cima metia cartão jovem, ui é mais meia hora (como efectivamente foi no dia seguinte).
Very tipical devem achar os turistas. Foi o que nós pensámos.

Mas a maior aventura ainda estava para vir: montar a tenda.
Como rapariga moderna que é, a Pipoca (que até alternativas para escolha de roupa e base leva para a Ovibeja, qual Lux qual quê!) tratou logo de levar para a nossa viagem uma tenda daquelas que se abrem mal se atiram para o ar. Esqueceu-se foi (tadinha, ninguém é perfeito) de se afastar o minimo para não ser agredida pelo "monstro da tenda". Distância de segurança aplicada ao campismo não fazia parte do pacote das aulas de condução, compreenda-se.
De referir ainda a preciosa ajuda de um Elvis que por lá apareceu e nos ajudou a fixar a tenda ao chão (e a entortar as estacas) e dos 15m passados à procura de uma senhora e um senhor campistas muito simpáticos que nos emprestaram martelos e que desapareceram misteriosamente.
À entrada da Ovibeja, quando procurávamos dois desconhecidos para conseguir entrar com bilhete familiar (4 pessoas) encontrámos duas meninas muito espertas que tiveram a mesma ideia que nós. Great minds think alike. Entrámos as quatro. Foi mel.
E o que é que a Ovibeja tinha de especial?
Colares e pulseiras e mais duas centenas de bujigangas para a Pipoca se distrair, queijinho com ar suspeito que o estomago da Pipoca aguentou, presunto muito bom (o meu estomago também teve direito), cerveja self-service para as Tunas (rica TUB!) e muita simpatia por parte dos nossos amigos alentejanos que ainda se lembravam de nós do Estudantino à uns meses atrás.
Ainda vimos algumas tunas que importa informar: uma solista fantástica da Tuna de Enfermagem de Beja, a carência de instumentos da Motrituna mas completamente compensada pelo número de vozes (afinal é esse o segredo...) e uns pandeiretas mistos da Semper Tesus (a igualdade ali a resultar muito bem).
E a nossa Tub...
Apesar de termos umas histéricas ao nosso lado a abafar a nossa voz, cantamos e gritamos (Satriani, Satriani!!). O ponto baixo da noite foi o Satriani não ter cantado a serenata... o hei-de ir, hei-de ir ocupou-lhe o lugar (ele que vá, ele que vá!!). Perdeu-se muito. A desilusão lá foi compensada por não sei quantas horas de conversa (shotgun winner: Fifi! hehehehe pipoca ficou a chuchar no dedo =P) e o grande bombanço até os policias nos irem expulsar do recinto de capacete e bastão. E nós que pensavámos que no Alentejo era tudo devagarinho... Claro que a Pipoca não notou grande diferença já que tem passado a vida nas discotecas até às 7 da manhã... bailando su cuerpo...
A palavra de ordem da noite ficou a ser: RAMPA depois de já estarmos as duas assim meio com os copos, a pipoca ter avistado a dita rampa que dava para o palco e ter tido a ideia do século. Que seria giro começarmos a subir por ali acima. Como sou muito bem mandada lá fui atrás dela toda entusiasmada (caramba, que ideia genial) para segundos depois sermos paradas violentamente (leia-se literalmente arrastadas quase pelo ar) por um senhor (ai desculpe senhor, desculpe senhor!) com um ar muito chateado.
Resumindo e concluindo, voltamos para o parque de campismo debaixo da maior chuva torrencial de que há memória, com receio de encontrar as nossas coisas totalmente ensopadas (o que não aconteceu, a nossa tenda além de moderna era impermeável) e passámos tanto frio que nos vimos forçadas (cof cof cof) a dormir juntinhas à procura de calor humano. Mais um bocadinho e a minha capa levava um nó! Foi tão bom não foi amor?
De manhã, com poucas horas de sono e com a ressaca a pesar na cabeça e no corpo (foi uma noite muito intensa), a pipoca decidiu levar uma nova moda para Lisboa: calças de fato de treino e botas de salto alto. Tivemos até banda sonora a condizer. Go Go Go Go GO Charlie, it's your birthday...
E lá se passsou o feriado e voltaram as aulas. Mas o desafio ficou no ar: Amor vamos para Beja outra vez?
O nosso agradecimento a toda a Tuna Universitária de Beja pela boa onda, especialmente ao Respeito e ao Satriani por nos terem aturado tantas horas sempre bem dispostos e ainda à Rita que tão prontamente ofereceu a sua casa para nos abrigar da chuva, que acabámos por rejeitar porque somos loucas, mas que aceitaremos prontamente numa próxima visita.

Este post é dedicado à minha babe Pipoca

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Delírios ou realidade

Acontece muitas vezes a quem tem muita febre começar a delirar. Pensar coisas sem sentido, ouvir muito barulho quando está tudo em silêncio, alucinar, desde situações extra-corporais a outras mais, err, corporais. Enfim, há de tudo. Mas até terça-feira, eu nada sabia sobre este tipo de fenómenos, era tipo física quântica, muita teoria, pouca prática.

Ora bem, terça-feira tive o meu primeiro delírio.

Yupi, pensam vocês, conffetis para o ar, pára tudo, feriado nacional, isso deve ter sido fantástico pá!

Não meus amigos, não foi. E eu explico.
Porque a nossa mente tem imensas manhas, é do piorio. Leva a nossa imaginação bem atrás, àquelas coisas que tão cedo não queremos recordar, ou que queremos mesmo esquecer. Foi o que me aconteceu. E foi tão real que até assusta, e que ainda hoje estou um bocado estranha, irritadiça, melancólica, a precisar de prespectiva e compreensão.

Por momentos, meia a dormir meia acordada, sonhei ou pensei ou sei lá o que fiz, com uma parte de mim que não vinha ao meu eu-consciente há já uns mesinhos. Voltou tudo, e era tão real. Estava ali, e eu sabia que já tinha vivido aquilo, mas não fazia mal, porque até já sabia como acabava, e era bom, e eu tinha tantas saudades, tantas. E era bom, já tinha dito como era bom? Era familiar, o saber de cor, tudo, alma e corpo num só. Era parte de mim.
Senti tudo de novo, vi tudo de novo, meses, anos, tudo compilado na minha alucinação. O tempo não era real, era uma espécie de fast forward, tudo à velocidade da luz (pronto ok, não os 3 vezes 10 elevado à oitava potência, mas estava bem lá pertinho...). O riso, o toque, o cheiro. Jesus, o cheiro, entranhado em mim, como se nunca tivesse saído.

Fod***e.

Momentos pequeninos, por vezes segundos, outras vezes tardes, apareceram todos para jantar na minha alucinação. E sentaram-se todos à mesa para me atormentar. E não me deixar dormir. E fazer o termómetro digital chegar quase aos 40ºC.

Levantei-me da cama, a minha irmã perguntou-me se eu estava bem mas nem devia estar bem acordada. Eu disse que sim, que só precisava de ir à janela. Ela nem achou estranho, visto que era de noite, não se via nada, eu estava a suar, com a camisa do pijama aberta e estavam paí uns 6ºC lá fora (Mafra City amigos, já se sabe, é o Pólo Norte), virou-se para o outro lado e adormeceu. Enfim.
Levantei-me, fui à janela, sentei-me no chão. Isto lembro-me. Lembro-me também do imenso barulho que ouvia, tipo trânsito em Nova Iorque, aquele som que não se percebe o que é, tipo avalanche. Ouvia isto apesar de estar tudo em silêncio, só se ouviam os grilos e os roncos do pai no quarto ao lado. E ele não faz assim tanto barulho. Gosto muito de ti paizinho, sim? Pronto.

Sentei-me no chão, e começou a doer muito cá dentro, naquele lugar nosso, no meio do peito, onde guardamos o que é bom. Porque assim como veio, também se foi. E eu ali já estava acordada. Completamente em chamas, com 40ºC, mas acordada. Penso eu. E só me queria agarrar àqueles momentos que tinha vivido ou sonhado. Porque eram reais. Porque eram bons, porque é aquilo que eu mais quero na vida, porque não vivo sem...

Não, eu vivo sem, há já muito tempo. Não fazia sentido, eu estava ali sentada no chão, nada daquilo se tinha novamente passado, ele não estava novamente ali. Os beijos não se tinham dado, não estava ali ninguém, tudo o que vivi era só a minha imaginação a pregar-me partidas estúpidas. Eu não estava feliz outra vez. Estava outra vez, eu. Apenas eu.

Pensava eu que tinha ultrapassado, crescido, aprendido e andado para a frente. Oh babe, estás tão enganada, isso tudo está apenas lá atrás, no sótão, a um cantinho. Pelos vistos, eles têm razão, bem me avisaram sobre isto e eu sempre na minha, sempre a dizer que não, que estava bem, que já não era nada. Pelos vistos têm razão, ainda me assombra. E muito. Quando será que isto acaba, esta saudade, este recordar que me tira o fôlego e o sono, me põe doente e em extâse ao mesmo tempo, ao relembrar?

E até que ponto é que quero mesmo que acabe?

E é assim

You Are Sunrise

You enjoy living a slow, fulfilling life. You enjoy living every moment, no matter how ordinary.
You are a person of reflection and meditation. You start and end every day by looking inward.
Caring and giving, you enjoy making people happy. You're often cooking for friends or buying them gifts.
All in all, you know how to love life for what it is - not for how it should be.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Evolução

39.5ºC.

A isto eu chamo evolução. Evolução de uma carraspana para uma grandessissima carraspana com direito a alicinações a meio da noite, falta ao trabalho, atestado médico e consulta de urgência no centro de saúde. Boooom, não?